segunda-feira, 21 de julho de 2008

O TREINADOR ...



O Treinador(a) de Futsal possui uma tarefa importante no desenvolvimento de um jovem atleta, tanto na parte social, emocional, psicológica como na parte técnica e táctica.

São necessárias algumas qualidades para exercer o cargo de Treinador(a) de Futsal.
É importante salientar que todas estas qualidades podem e devem ser aperfeiçoadas.
A disciplina é indispensável para se conseguir bons resultados no trabalho. Ela tem inicio no comprimento rigoroso nos horários estipulados e é primordial que o exemplo seja dado por toda a equipa técnica. Estar disposto a um trabalho realmente sério e saber exigir da sua equipa, seriedade e determinação. Saber o momento certo do aumento da intensidade do trabalho, desta forma não prejudicando o rendimento da equipa.

O Treinador(a)deve empenhar-se ao máximo naquilo que está a fazer, deve principalmente lembrar-se que ninguém consegue grandes conquistas sem ter feito sacrifícios pessoais. A qualidade e a quantidade de informação que o técnico possui ao seu dispor ao longo das várias etapas do seu trabalho é, e sempre foi, um dos aspectos fundamentais para o sucesso das suas acções.

O Treinador(a), actua com base na informação, que lhe é fornecida, sendo a qualidade das suas decisões que diferencia a acção da equipa, o "gesto lapidado para o gesto normal".
O Treinador(a) tem de ser uma pessoa confiável, pois os atletas necessitam desta confiança para poderem trabalhar e acreditar no projecto em execução.

Muitas vezes já ouvimos dizer: "Esta equipa joga sozinha, nem precisa de treinador". Estas pessoas que falam e repetem estas inverdades não acompanham com certeza o dia-a-dia de um TREINADOR(a) DE FUTSAL.

Para sermos na verdade Treinadores(as) vitoriosos devemos nada mais nada menos do que trabalhar, e trabalhar muito. Porém para que o nosso trabalho saia como nos gostaríamos, devemos ter uma boa organização, uma filosofia bem clara, simplicidade ao comentarmos o jogo ou na hora de ensinarmos, sermos humildes o suficiente para aceitarmos críticas, quando cometermos um erro.
Devemos também saber discutir estratégias de jogo e não sermos o dono da verdade sempre, e ao tomarmos uma decisão não nos devemos arrepender, saber sim lidar com o erro e corrigi-lo a tempo, sem que os atletas percebam. As nossas decisões deveram ser sempre pelo grupo, pois com o grupo de atletas na mão fazemos milagres e o trabalho flui maravilhosamente bem.

Ser um treinador(a) completo é muito difícil, porém se tivermos tempo para criar um plano de trabalho estratégico, atingindo todos os pontos dos treinos com precisão, ou pelo menos nos principais pontos da formação de uma equipa seremos reconhecidos pelos atletas e pelas outra equipas, pois os competentes serão comentados entre os jogadores de alto nível e também serão criticados.

"Devemos ter muito cuidado com as palavras e com as atitudes,
elas são a nossa personalidade e o nosso cartão de visita"

domingo, 6 de julho de 2008

INICIAÇÃO AO FUTSAL: AS CRIANÇAS JOGAM PARA APRENDER OU APRENDEM PARA JOGAR ?




Resumo:

Procurou identificar, entre dois princípios metodológicos clássicos - analíticosintético e global-funcional - qual o mais utilizado em aulas de futsal para crianças de sete e oito anos de idade. O cenário da investigação foram quatro escolas especializadas em Santa Maria (RS). Utilizou-se a técnica de observação nãoparticipante. Observaram-se oito aulas e descobriu-se que o princípio analíticosintético foi o único utilizado. Concluiu-se que a crença pedagógica dessas escolas é a de que as crianças aprenderão futsal praticando séries de exercícios, o que, de um lado, contribui para que aquelas se desenvolvam tecnicamente, mas, de outro lado, lhes compromete a inteligência tática.
Palavras-chaves: Futsal; Ensino; Infância; Metodologia; Método.

Introdução:

O futsal, esporte que surgiu da fusão entre o futebol de salão e o futebol cinco, isso no final da década de 80 do século XX (SANTANA, 2002a), desenvolveu-se substancialmente nos últimos dez, doze anos. Muito disso, deve-se às significativas alterações ocorridas nas suas regras. Estas teriam feito do futsal, em comparado ao futebol de salão, um esporte mais dinâmico, competitivo e atraente. Em particular, há indícios de que as crianças brasileiras constituem grande parte dos que praticam futsal. Isso pode ser entendido, em parte, se considerarmos o processo de urbanização de boa parte das cidades brasileiras (FREIRE, 2003), que fez com que possíveis locais onde as crianças brincavam e jogavam as suas primeiras "peladas" dessem lugar a complexos residenciais e comerciais. Logo, crianças (pelo menos aquelas que vivem em grandes cidades) encontram nas quadras de futsal de escolas, clubes, condomínios e associações possíveis espaços para, orientadas por professores, "jogar bola".

Nesse contexto, de popularidade do futsal, destacam-se em geral as questões pedagógicas e em particular as metodológicas (como ensinar). Voser e Giusti (2002, p. 13) ratificam essa assertiva ao explicarem que "[...] o fenômeno esportivo infantil tem sido neste início de século, motivo de muitos estudos e questionamentos tanto no que diz respeito aos seus ideários como em relação à sua função pedagógica". É nessa direção que caminha nosso estudo: optamos em investigar, dentre dois princípios metodológicos clássicos e antagônicos - o analítico-sintético e o globalfuncional (DIETRICH, DURRWACHTER e SCHALLER, 1984) -, qual o mais freqüentemente utilizado por professores de educação física para ensinar futsal. A pergunta central que procuramos responder foi se "as crianças jogam para aprender (princípio global) ou aprendem para jogar (princípio analítico)?". Na seqüência, explicaremos ambos, iniciando por este último.

O princípio analítico-sintético:

Quando falamos em métodos parciais, métodos analíticos, exercício por partes, atividades centradas na técnica, geralmente estamos considerando o princípio analítico-sintético. Reis (1994, p. 9), o define como "[...] aquele em que o professor parte dos fundamentos, como partes isoladas, e somente após o domínio de cada um dos fundamentos o jogo propriamente dito é desenvolvido".

O princípio analítico apresenta a série de exercícios como medida metodológica principal (DIETRICH, DURRWACHTER e SCHALLER, 1984). Esse modelo surgiu, primeiramente, nos esportes individuais. É, particularmente, representado pelo método parcial e assume várias definições que apontam para um mesmo ponto: as habilidades são treinadas fora do contexto de jogo para que, depois, possam ser transferidas para as situações de jogo.

De acordo com Dietrich, Durrwachter e Schaller (1984, p.17), "Os representantes desse método partem do princípio que a divisão corrente do jogo em 'técnica', 'tática' e 'treino' deve também determinar a metodologia". Esse método pode ser considerado como "exato", por sua preocupação demasiada com os detalhes de cada fundamento. Greco (1998, p.41), explica que, nesse método.
O aluno conhece, em primeiro lugar, os componentes técnicos do jogo através da repetição de exercícios de cada fundamento técnico, os quais são logo acoplados a série de exercícios, cada vez mais complexos e mais difíceis; à medida que a ajuda e a facilitação diminuem, gradativamente aumenta a complexibilidade e a dificuldade das ações. À medida que o aluno passa a dominar melhor cada exercício, passa a praticar uma nova seqüência. Estes movimentos já dominados passam a ser integrado em um contexto maior, que logo permitirão o domínio dos componentes básicos da técnica inerente ao jogo esportivo, na sua situação do modelo ideal...

Em síntese, uma aula orientada pelo princípio analítico-sintético caracterizarse- ia: (a) pelo ensino de uma habilidade (ou fundamento técnico) por etapas até a sua automatização e, por fim, a sua aplicabilidade no jogo em si (FONSECA, 1997), (b) por uma seqüência de exercícios dirigidos ao aprendizado da técnica para, no final da aula, se proceder ao jogo (GRECO, 1998) e (c) pela supressão do jogo e da brincadeira (SANTANA, 2004).

Depreende-se que, se orientada por esse princípio, a aprendizagem do jogo de futsal seria construída pela repetição de exercícios, desvinculada do contexto de jogo. Por extensão, a pedagogia, na iniciação esportiva, tenderia a empregar" (...) muito tempo na técnica e pouco no jogo (GRECO, 2001, p. 54)".

O princípio global-funcional:

Ao falarmos de método global, nos referimos ao princípio metodológico globalfuncional. Neste, criam-se "[...] cursos de jogos, que partem da simplificação de jogos esportivos de acordo com a idade, e através de um aumento de dificuldades na formação de jogos até o jogo final (DIETRICH, DURRWACHTER e SCHALLER, 1984, p. 13)". A série de jogos (recreativos, grandes jogos, pré-desportivos...), portanto, representa a medida metodológica principal. Esse método (global) tem se mostrado mais consistente quando comparado aos analíticos, pois atende o desejo de jogar dos alunos, conseqüentemente, estes ganham em motivação e o processo ensino-aprendizagem é facilitado (GRECO, 2001).

Na teoria global, alguns autores (REIS, 1994; GRECO, 1998; LÓPEZ, 2002), insistem na importância da figura, da forma, da configuração, da organização da experiência, que está sempre estruturada na idéia do todo indissociável. Nessa concepção, trata-se de perceber os estímulos, não como a soma das partes, mas como um conjunto organizado. O ponto de partida é a equipe, que aprende a jogar através do deixar jogar.

O método global parte da totalidade do movimento e caracteriza-se pelo aprender jogando; parte-se dos jogos pré-desportivos (jogos com algumas alterações nas suas regras) para o jogo formal; utiliza-se, inicialmente, de formas de jogo menos complexas cujas regras vão sendo introduzidas aos poucos (REIS, 1994).

Quando se trata de treinamento moderno, o método globalizado (LÓPEZ, 2002) vem sendo o mais empregado, na medida em que interagem aspectos como a criatividade, a imaginação e o pensamento tático dos jogadores. Este autor define três objetivos principais desse método: (a) a constante tomada de decisões dos alunos, desenvolvendo assim sua inteligência tática, permitindo solucionar problemas que ocorrem durante a partida, (b) facilitar a compreensão por parte do jogador, da verdadeira estrutura do jogo com fases defensivas e ofensivas que requerem do jogador posturas diferenciadas e (c) permite, também, que os alunos enfrentem com mais segurança a competição, já que enfrentam a mesma situação em treinamentos.

Greco (1998, p.43) explica que, nesse método, "[...] procura-se em cada jogo ou formas jogadas, pelo menos a 'idéia central do jogo' ou que suas estruturas básicas estejam presentes na metodologia". Note-se que a divisão dos jogos não deve abranger muitas partes, de forma que o aluno consiga alcançar logo o jogo objetivado. Deve-se ter cuidado, também, para que as formas de jogo prévias não sejam mais difíceis que o jogo objetivado (o jogo formal).

Para os que são conservadores em relação ao método global, apoiando-se na idéia de que é preciso adquirir a técnica das diferentes habilidades para depois jogar (crença do princípio analítico), é preciso atentar para o fato de que os alunos não vêm em branco para as aulas. Eles já possuem um repertório rudimentar de habilidades, o que lhes permite jogar e atualizar neste (no jogo) o seu repertório motor (GRAÇA, 1998). Destaca-se, nesse princípio, o fato de que os alunos, ao jogar, são obrigados a tomar decisões. Para tomá-las, deverão considerar fatores, como, por exemplo, o adversário, a sua colocação, a colocação do adversário, o posicionamento dos seus companheiros e o que fazer com e sem posse de bola, ou seja, quem joga interage com os imprevistos que somente o jogo propicia. A possível decorrência disso é tornar-se mais inteligente para jogar. Por conseguinte, as habilidades são desenvolvidas num contexto de jogo de forma aberta (vivenciadas num contexto de imprevisibilidade), projetando uma herança de movimentos e de leitura tática promissora para quem aprende.

Como explicitado, os princípios e métodos de ensino são opostos e têm objetivos distintos. O analítico é centrado na técnica, em exercícios, na repetição dos gestos esportivos e na especialização precoce do aluno em cima de algumas técnicas. O global é centrado na tática, no jogo, cujo ambiente torna-se mais prazeroso, a especialização precoce de algumas habilidades é refutada e o objetivo é desenvolver a inteligência do aprendiz.

Material e método:

O método de pesquisa foi observação não-participante. Nesta, o pesquisador toma contato com a comunidade, mas sem integrar-se a ela: permanece de fora, isto é, "[...] presencia o fato, mas não participa dele; não se deixa envolver pelas situações; faz mais o papel de espectador (MARCONI; LAKATOS, 2003, p.193)".

Na investigação, observaram-se oito aulas de futsal para crianças de sete e oito anos, ministradas por professores de educação física, em quatro escolas especializadas da cidade de Santa Maria (RS). O que se procurou observar foi qual dos dois princípios anteriormente descritos é mais freqüentemente utilizado para se ensinar futsal. Para tanto, foram estabelecidos alguns critérios: (a) se, nas aulas, o professor apresentasse a série de exercícios como medida metodológica principal e, por último, o jogo formal (o jogo de futsal em si), considerar-se-ia o princípio analítico-sintético; (b) se o professor apresentasse a série de jogos como medida metodológica principal e, depois, mas não necessariamente, o jogo formal, o princípio global-funcional seria considerado. O pesquisador, à medida que os professores propuseram as atividades, as anotou em formulário específico.

Resultados e discussão:


Com base nos dados anteriores, evidenciou-se a unanimidade do princípio analítico-sintético presente nas oito aulas das diferentes escolas para se ensinar futsal. As atividades foram baseadas em exercícios, realizados em partes, em etapas, apresentando uma divisão dos gestos, das técnicas, da ação motora em seus mínimos componentes (GRECO, 1998).

Em geral, as aulas contemplaram exercícios de passe, de condução e de chute, realizados de forma individual, em duplas ou em trios. Seguiu-se à série de exercícios, em todas as aulas, o jogo formal, isto é, o jogo de futsal com a formação numérica de 5x5. Num total de 31 atividades propostas pelos professores, 24 delas eram, predominantemente, analíticas, representando 77,19% e a outra parte, menor, referiu-se à aplicação do jogo formal, representado 25,8%. Infere-se que os professores enfatizaram o modelo de ensino centrado na técnica o que, segundo Greco (1998, p. 41), está "[...] orientado ao gesto do campeão".

Relevante que todas as escolas pesquisadas, ainda que pertençam, geograficamente, a locais diferentes, adotaram o mesmo princípio metodológico. O que se perde e o que se ganha com esse tipo de pedagogia? Perde-se cognitivamente, isto é, o aluno é treinado para repetir exercícios e não para resolver problemas; para seguir um modelo e não para criar e se adaptar a novas situações; para executar a habilidade (como fazer), mas não para aplicá-la em situação de jogo, associada ao o que fazer, quando fazer e por que fazer. A possível herança para os alunos, além das anteriormente mencionadas (incapacidade para resolver problemas, dificuldade para criar e se adaptar a novas situações) é a de adquirirem uma boa execução das diferentes técnicas do futsal.

Considerações finais:

Ao nosso ver, o que se encontrou nas escolas de futsal pesquisadas foi um tipo de pedagogia que não capacita a criança a resolver os problemas que se apresentam no jogo. A criança que aprende a praticar as habilidades, possivelmente, ficará competente nisso, mas isso não é garantia de que ela possa jogar bem futsal.

A idéia analítica de que a soma das partes resultará no todo, isto é, de que se o aluno aprender a passar, a chutar, a conduzir se lhe garantirá jogar bem é, no mínimo, duvidosa. Por quê? Porque o jogo de futsal e os esportes coletivos em geral são muito mais que isso. Jogar futsal exige perceber, antecipar ações (no plano mental) e tomar decisões (GARGANTA, 1998). Escolher corretamente o que fazer dependerá, portanto, de saber escolher e isso demanda uma pedagogia do treino comprometida em propiciar situações nas quais isso seja exigido. Ora, um processo de ensino centrado na repetição de exercícios inibe conflitos e problemas, logo inibe a criatividade e a tomada de decisões.

Em sendo assim, pensamos que o raciocínio do treino (ou da aula) de futsal deve perseguir o viés do jogo. O aluno, no treino, deve confrontar-se com as vicissitudes do jogo (SANTANA, 2002b). Mas, por que jogar? Pelo menos por seis motivos:

(1º) O jogo atende o desejo de jogar da criança;
(2º) O jogo motiva a criança a aprender;
(3º) O jogo desenvolve a inteligência tática;
(4º) O jogo favorece as trocas sociais;
(5º) O jogo facilita o desenvolvimento moral;
(6º) O jogo não exclui a técnica.

Por um lado, não pode passar despercebido do que se observou, o fato de que é precoce ensinar um único tipo de esporte para crianças de sete e oito anos, ainda que, culturalmente, se justifique ensinar futsal no Brasil. Seguramente, crianças nessa faixa etária (considerando-se, evidentemente, as experiências individuais) em geral não se encontram no melhor período para aprender habilidades motoras específicas (MEINEL, 1984), tampouco para aplicá-las num contexto definido (GALLAHUE, 1996) e, muito menos, para se especializar esportivamente (BOMPA, 2002). Logo, a pedagogia observada, em particular por centrar-se na repetição de técnicas, compromete tanto a inteligência tática como o repertório motor das crianças. Estes são, ao nosso ver, os seus maiores equívocos.

Compreendemos que os professores de esporte em geral devem ter conhecimento dos princípios metodológicos a serem aplicados na iniciação esportiva, pois estes têm uma relação estreita com o aprendizado do aluno, com a seleção das atividades motoras a serem propostas, com as diretrizes pedagógicas, com a idéia que se tem da formação do jogador. Como escolher um princípio, perpassa conhecê-lo, procuramos neste artigo, por um lado, clarificar os aportes teóricos de dois princípios antagônicos e, de outro, conhecer, num contexto em particular, a utilização dos mesmos em aulas de futsal para iniciantes. Esperamos que outros estudos sejam realizados no Brasil a fim de que se possa conhecer, em outros cenários e faixas etárias, como os professores ensinam futsal, um dos esportes mais praticados e queridos pelas crianças brasileiras.

DICAS ÚTEIS PARA UM TREINADOR DE FUTSAL ...




CAPITULO II






- No que respeita à equipa técnica, ela é isso mesmo, uma “equipa”. É fundamental que todos se sintam úteis e responsáveis pelo desempenho da equipa. Grande espírito de colaboração. Apesar de definirmos tarefas, todos devemos estar aptos e disponíveis para o que for necessário. Todos têm de saber tudo e de tudo.


- Nunca digam, em relação à vossa equipa: “Eu ganhei, nós empatámos, eles perderam”.

- Devemos estar sempre disponíveis para aprender com os outros.

- O vosso trabalho deverá sempre obedecer a objectivos perfeitamente definidos (“Para onde caminhamos se não existem objectivos ?”).

- Tenham sempre presente a diferença que existe entre ir treinar e ir para o treino.

- Nunca misturem amizade com trabalho.

- Tenham sempre presente e façam-no sentir a quem os rodeia que as funções de um treinador não se esgotam no campo.

- Tenham sempre presente que “joga-se como se treina”.

- Lembrem-se que o desporto forma o carácter e prepara para a vida.

- Aprender cedo é aprender para a vida.

- Se queremos continuar a ensinar temos de continuar a aprender.

- O mais difícil não é conseguir o que se quer, é querer depois de se ter conseguido.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

ACÇÕES E ATITUDES DO TREINADOR...



Todas as vezes que fazemos algo e recebemos um incentivo positivo, por exemplo, um elogio, aumenta a possibilidade de melhoramos sempre mais, para que possamos receber outros elogios.
A afectividade positiva consiste em toda a acção, escrita ou verbal, que vise a elogiar, destacar, ou incentivar o atleta a praticar a modalidade de Futsal. Assim, também existe afectividade negativa, que consiste em manifestações visando diminuir, criticar, ironizar, punir uma pessoa quando ela deixa de realizar algo.
Dentro dos dois tipos de afectividade, fica claro que devemos optar sempre pela positiva, que será mais importante para desenvolvermos um bom relacionamento com os nossos atletas e para obtermos o sucesso no nosso trabalho. É esta a realidade.

RELAÇÃO DO TREINADOR COM ATLETA...




O desenvolvimento afectivo-social, nesta relação, vai interferir directamente no proceso de ensino-aprendizagem, já que envolverá as emoções do atleta, pois é agindo e reagindo que o atleta aprende a interagir com outras pessoas. Sendo assim, se existirem barreiras entre o treinador e o atleta que actuem negativamente sobre a motivação do atleta, o seu desempenho será prejudicado, podendo, muitas vezes, fazer com que o atleta desista da praticar o Futsal. Devemos fazer com que os atletas confiem no treinador, e que este deposite atenção, carinho e compreensão no seu trabalho. É preciso procurar entender os atletas, pois o sucesso desportivo dependerá do interesse dele em participar.
A tarefa principal do treinador é planear os treinos, formando um ambiente no qual os atletas não sintam nunca o tempo passar e que tenham prazer em relação aos exercicios propostos pelo treinador, deixando um "gostinho de quero mais" no final de cada treino.

Habilidades Motoras e Psicomotoras...



A criança não se pode preocupar em desenvolver apenas algumas habilidades, deve, antes de tudo, procurar manter a alegria e felicidade que lhes são tão peculiares. Mesmo não tendo muitas habilidades psicomotoras, deve procurar fazer com que elas se equilibrem. Ela necessita, em especial, de muita flexibilidade, agilidade, força explosiva, velocidade de reacção, entre outras habilidades. As habilidades motoras e psicomotoras necessárias à criança, sem ter uma ordem prioritária e sem muita rigidez, são as seguintes:



HABILIDADES MOTORAS :

- Força Explosiva
-Velocidade Básica
-Agilidade
-Flexibilidade
-Alongamentos
-Equilíbrio
-Resistência Muscular Localizada


-HABILIDADES PSICOMOTORAS:

-Velocidade de Reacção
-Velocidade de Deslocação
-Coordenação Psicomotora
-Percepção Espaço-temporal
-Ritmo

PERFIL TREINADOR DE FUTSAL...


Ser treinador é uma função que constitui um permanente desafio e necessita um empenho pessoal muito importante. Na função de treinador surge a oportunidade de formar o carácter das crianças e dos jovens. Desta forma, o treinador pode deixar marcas duradouras e significativas nos atletas em formação. Para ser um bom treinador este deve ter certas características indispensáveis, que fazem a diferença no relacionamento com os alunos e com os pais. O treinador deve ser uma pessoa simpática, compreensiva, carismática, educada, responsável, respeitadora, com boa comunicação e que saiba ouvir as pessoas. Deve ser líder, tendo a confiança dos atletas e dos seus pais ou responsáveis.
Pode perguntar: Porque tantas qualidades para um treinador? Mas o facto é que, para muitas crianças, o treinador servirá de exemplo de conduta, poderá ser considerado um grande amigo e agir como um socializado, capaz de formar opiniões e influenciar no futuro dos seus atletas. O treinador desempenha um papel central e decisivo, ensinando os elementos da técnica e da táctica, contribuindo para o desenvolvimento da respectiva capacidade física.

DICAS ÚTEIS PARA UM TREINADORES DE FUTSAL ...





CAPITULO I






- Dificilmente teremos uma equipa evoluída táctica e estrategicamente sem jogadores evoluídos tecnicamente.

- Deve-se treinar, em todos os treinos, o pé menos hábil, assim como outras debilidades dos jogadores, não deixando de potenciar as suas qualidades.

- Treinar, assiduamente, em espaços reduzidos.

- Treinar, assiduamente, a visão periférica.

- Treinar, em todos os treinos, a 1, 2 e 3 toques.

- Treinar, em todos os treinos, multi-passes e multi-recepções.


- Devem-se treinar, insistentemente, as acções defensivas e ofensivas (criar rotinas). No entanto, a tónica do ensino do jogo deverá ser posta na compreensão do próprio jogo e não na obrigação de se treinarem rotinas de jogo até se acertar.


- É fundamental compreender o jogo, associar todos os seus factores e saber comunicar.

- Ter sempre presente que o jogo é movimento.

- Não chega ter a bola. Temos de saber o que fazer com ela.


- No relacionamento diário com todos os jogadores deve existir uma grande cumplicidade e, palavra-chave, respeito. Devemos manter a distância necessária ao exercício das nossas funções mas, ao mesmo tempo, fazê-los sentir que, quando precisam de nós, estamos sempre disponíveis.